DE VOLTA
AOS PALCOS!

Depois de dois anos de interrupção chega a 21.ª edição do FATAL, e não podíamos estar mais felizes.

Honrando o compromisso com o seu público e participantes, o Festival continua a ser um espaço de livre expressão artística. Em 2022 serão 14 os espetáculos apresentados por grupos de Teatro Académico de vários pontos do país.

O mais importante está assegurado: a apresentação de espetáculos de qualidade, apenas possível graças à dedicação dos grupos de Teatro Académico, que continuam a desenvolver o seu trabalho de uma forma regular, apesar das condicionantes impostas pela situação que todos vivemos.

Haverá ainda espaço para Outras Cenas: uma oficina de fotografia de teatro, um laboratório de dramaturgia e a associação a uma tertúlia, organizada pelo TBA - Teatro do Bairro Alto, intitulada “Macbeth, o que se passa na tua cabeça? O CITAC - Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra e a emergência do teatro experimental em Portugal”.

Nesta edição, o Festival renova parcerias e vai a cena no Auditório Carlos Paredes, Auditório da Cantina Velha da ULisboa, Auditório do ISCTE e Piscina do IST.

De 12 a 21 de maio, na Universidade e na Cidade, esperamos ver-te na plateia!

 

HOMENAGEM

TUT - Teatro Académico da ULisboa


O TUT – Teatro Académico da ULisboa iniciou a sua actividade com o Professor e Encenador Jorge Listopad, a convite do então Reitor, o Professor Eduardo de Arantes e Oliveira, no ano académico de 1981-1982.

Desde 2008 o grupo tem como Director Artístico um dos seus primeiros elementos, o actor e encenador Júlio Martín da Fonseca, antigo estudante de Ciências Farmacêuticas e Doutor em Artes pela ULisboa. Fazem parte também da direcção do TUT, o Professor Nuno Cortez, do Instituto Superior de Agronomia, sendo igualmente um dos elementos do grupo inicial, e Manuel Vieira, Doutorado em Engenharia Civil no Instituto Superior Técnico, membro do grupo desde 1994.

Desde o seu começo o TUT tem proporcionado através do teatro, sem prévia selecção dos interessados, um espaço de formação e desenvolvimento pessoal, cultural e artístico, complementar ao ensino das ciências e das técnicas, assumindo deste modo uma importância fundamental na formação universitária, bem como fomentando a integração de estudantes das diferentes Escolas, Faculdades e Institutos Superiores numa mesma identidade.

Ao longo de quarenta anos de actividade constante, na qual já participaram mais de quinhentos estudantes, o TUT apresentou mais de setenta criações, a partir de textos poéticos, literários ou jornalísticos, ou de obras teatrais clássicas ou contemporâneas, tendo convivido com mais de cinquenta autores de diferentes épocas e culturas. Em 2019 deu início a uma linha paralela de criação de Teatro e Ciência.

Têm também colaborado com o grupo, quer ao nível da formação quer dos espectáculos, inúmeros profissionais das mais variadas áreas, sendo de destacar o inesquecível e estruturante trabalho de corpo e voz, realizado ao longo dos primeiros anos pela actriz e professora Clara Joana. Apesar de não ser um grupo profissional, o TUT obteve três prémios da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.

O TUT tem apresentado os seus espectáculos nos mais diversos locais, interiores ou exteriores, desde Palácios, Jardins, Bibliotecas, Museus, Navios, Torre de Belém, Central Tejo, Auditórios e Teatros, revelando uma hábil adaptação a diferentes espaços.

Tem participado também em Festivais de Teatro, nacionais e internacionais, sendo de realçar, para além naturalmente do FATAL, as deslocações a Bratislava (Eslováquia), Olomouc (República Checa), Pontevedra e Ourense (Espanha), e as idas regulares a Grenoble (França).

O TUT é constituído por estudantes de vários ciclos de estudo, professores e investigadores de diferentes gerações, e das diversas áreas científicas que integram a Universidade de Lisboa.

O TUT – Teatro Académico da ULisboa configura-se como sendo um Espaço Transdisciplinar, um espaço de formação, experimentação e criação, onde é possível com confiança, atenção e liberdade, indagar a realidade e construir outros mundos.

Muitos parabéns e venham mais 40!
TUT TUT

ESPE
TÁCULOS

EM COMPETIÇÃO
MAIS FATAL
Nunca te irão perdoar - GTIST
QUI 12 MAI 21:30

NUNCA TE IRÃO PERDOAR

Piscina do IST
90 min
Memórias de mim
SEX 13 MAI 19:00

Memórias de mim

Auditório da Cantina Velha
40 min
Era uma vez... ou duas ou três - ARTEC
SEX 13 MAI 21:30

Era uma vez... ou duas ou três

Auditório Carlos Paredes
60 min
Lucidez
SÁB 14 MAI 19:00

Lucidez

Auditório da Cantina Velha
40 min
O Inspetor geral
SÁB 14 MAI 21:30

O Inspetor geral

Auditório Carlos Paredes
50 min
Conflito Preliminar
SEG 16 MAI 19:00

Conflito Preliminar

Auditório da Cantina Velha
80 min
Ensaio sobre a espera
SEG 16 MAI 21:30

Ensaio sobre a espera

Auditório Carlos Paredes
60 min
Bleed True
TER 17 MAI 21:30

Bleed True

Auditório Carlos Paredes
60 min
Casa Dançante
QUA 18 MAI 21:30

Casa Dançante

Auditório Carlos Paredes
70 min
25 Fragmentos
QUI 19 MAI 21:30

25 Fragmentos

Auditório Carlos Paredes
60 min
Paisagens
SEX 20 MAI 19:00

Paisagens

Auditório da Cantina Velha
60 min
Carnívoros
SEX 20 MAI 21:30

Carnívoros

Auditório do ISCTE
90 min
Palhaçadas Absurdas
SÁB 21 MAI 19:00

Palhaçadas Absurdas

Auditório da Cantina Velha
60 min
Gineceu
SÁB 21 MAI 21:30

Gineceu

Auditório Carlos Paredes
45 min

Teathron - O lugar onde se vê

Teathron é a palavra grega para designar teatro - o local onde se vê. Onde nos vemos. O local da revelação. O local onde olhamos para nós mesmos.

Da mesma maneira, o FATAL é o local onde olhamos para os nossos grupos universitários e onde os grupos olham para a sociedade e nos convocam, procurando respostas, formulando perguntas, inquietando a nossa razão de viver, ajudando-nos na nossa procura de ferramentas para lidar com a complexidade da vida.

Não se pode subestimar o papel do teatro na vida das nossas sociedades democráticas. A democracia ateniense nasceu de mão dada com o teatro. Tanto a democracia com que enchemos os nossos discursos, como o teatro (eterno parente pobre) são contemporâneos e ambos radicam numa responsabilização do eu, e na imperfeição e no erro como mecanismos de superação e entendimento.

Não há lugar para ideologias no teatro. O teatro é um monumento ao debate, ao ver, à iluminação, através do cruzamento de ideias e histórias. Personagens que trazem o pensamento de um autor, seja ele clássico ou do próprio dia, ao local onde poderemos ver os seus infortúnios ou virtudes, onde nos podemos compadecer ou indignar, mas onde nunca julgamos. O teatro pode ser o local onde pomos em cena um julgamento, mas nunca poderá ser um local de ajuste de contas. Não há condenados no teatro. Há apenas presenças fantasmáticas de condenados. O Teatro é o local onde se vê. Não o local onde se é.

No FATAL de 2022, quisemos selecionar para Concurso os trabalhos dos grupos de teatro académico que nos parecessem arrojados, mais urgentes, que nos interpelassem mais, que assumissem o seu lugar na nossa polis com mais determinação, com mais foco. O caso não é para menos: a volatilidade da nossa sociedade aumenta à medida dos nossos medos. A pandemia, que nunca foi um discurso de futuro, é agora, pasme-se, um discurso do passado. Porque até a guerra se tornou um discurso do presente. A guerra que todos os dias nos invade a casa é agora uma linguagem, problema do teatro também, por isso. A guerra é a urgência permanente que não nos pode deixar indiferentes e apáticos nas nossas escolhas.

Do conjunto de candidaturas que recebemos, escolhemos 6 grupos cujos trabalhos nos pareceram inequivocamente interessantes e pertinentes para os tempos que vivemos. A saber (e sem qualquer ordem): TEUC, ULTIMACTO, ARTEC, GTIST, TUP e NNT.

Em qualquer um destes trabalhos, conseguimos destacar vontades e inteligências notáveis em praticamente todos os elementos de análise de que nos socorremos para os nossos critérios: trabalho dramatúrgico; encenação; interpretação; cenografia; iluminação; som; inovação e singularidade.

A avaliação que fizemos dos inúmeros grupos que se candidataram ao Concurso do FATAL procurou ser objetiva nestes critérios. Quisemos, ainda, não nos deixar levar por quaisquer preconceitos. Fossem eles raciais, de género, de amizade, corporativistas, estéticos, políticos ou outros. Depois da candidatura, focámo-nos exclusivamente no ensaio e na proposta que os grupos nos mostraram. Porque o teatro é o local onde se vê. Mas também é um local de imaginação. De um pacto do espectador com o ator, com um autor, com vários artistas (cenógrafos, músicos, iluminadores). Essa ligação direta com o ensaio e o grupo não pode ser subestimada e procurámos não a desvalorizar.

Na Antiga Grécia, elegiam-se as melhores tragédias em festivais grandiosos que envolviam toda a cidade. Elegiam-se as melhores peças para as celebrar, para as valorizar e legitimar a voz que as proferia. A democracia assentava nessa procura de novas vozes para fazer face aos problemas da vida. O teatro era também formação cívica. Os próprios prisioneiros eram soltos para poderem assistir aos espetáculos desses festivais. A democracia construía a sua cidadania.

Eleger apenas seis grupos de entre as inúmeras candidaturas que chegaram ao FATAL 2022 é uma tarefa ingrata para quem tem de excluir as restantes e uma situação delicada para quem é excluído. Tentar escolher os melhores ou piores será sempre objeto de controvérsia. Contudo, cremos que é mais importante valorizar os grupos que foram escolhidos, acarinhá-los, dar-lhes as melhores condições para que possam apresentar os seus trabalhos, divulgar o seu trabalho e respeitá-lo. Temos muito por onde nos orgulhar com os grupos que escolhemos para representar o Concurso do FATAL.

Mas o FATAL não mostra apenas os trabalhos dos grupos que estão a concurso. A mostra do FATAL não tem a pretensão de ser apenas um Prémio de Teatro.

Para isso, existe o FATAL MAIS, onde os grupos candidatos não escolhidos são convidados a mostrar o seu trabalho e provar que o teatro não precisa de uma competição para existir, o teatro é a arte de nos vermos a nós próprios, de nos questionarmos, de procurarmos um mundo mais são, mais justo, mais humano.

Paula Garcia
Pedro Marques
Pedro Saavedra

27 MAI | 17:00

ENTREGA DE PRÉMIOS E FESTA DE ENCERRAMENTO

Cantina Velha

Atribuição dos Prémios da edição de 2022 e festa/convívio de encerramento do Festival

OU
TRAS
CENAS

26

27
ABR
16h30

Laboratório de Escrita para Teatro

Dançar no escuro

Rui Pina Coelho e Gustavo Vicente

6h | 12 participantes | gratuito

5

27
MAI
14:30

Oficina de Fotografia

FOTOGRAFIA DE TEATRO

Luís Rocha, Tânia Araújo (MEF)

8h (mínimo) | 10 participantes | 90€/100€

QUA
18
MAI
16:00

Tertúlia

Histórias do Experimental: pessoas, experiências e lugares

Ricardo Seiça Salgado e convidadas

180 min. | sujeito à lotação da sala | gratuito

15

29
MAI
14:30

Exposição de Fotografia

TUT 40 Anos - Fare Mundi

TUT - Teatro Académico da ULisboa

Caleidoscópio

LOCAIS
FATAIS

1 - REITORIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA

Alameda da Universidade
1649-004 Lisboa

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Metro: Cidade Universitária (linha amarela)
Carris: 731, 735, 738, 755, 764, 768

2 - CANTINA VELHA

Alameda da Universidade
1649-004 Lisboa

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Metro: Cidade Universitária (linha amarela)
Carris: 731, 735, 738, 755, 764, 768

3 - CALEIDOSCÓPIO

Campo Grande 18
1700-162 Lisboa

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Metro: Campo Grande (linha amarela/verde)
Carris: 207, 701, 717, 731, 736, 750, 755, 767, 798

4 - AUDITÓRIO CARLOS PAREDES

Junta de Freguesia de Benfica
Avenida Gomes Pereira, 17
1549-019 Lisboa

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Carris: 716C, 724, 750, 784

5 - PISCINA DO IST

Avenida de António José de Almeida
1049-001 Lisboa
Nota: Espaço sem disponibilidade para espectadores com mobilidade reduzida

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Metro: Saldanha (linha amarela), Alameda (linha verde/vermelha)
Carris: 712, 714, 727, 732, 738, 751, 756, 760, 724, 720, 742

6 - AUDITÓRIO DO ISCTE

Av. Prof. Aníbal Bettencourt 9
1649-026 Lisboa

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RESERVAS

Os espetáculos são de entrada livre mas sujeitos à lotação da sala.

Os pedidos de reserva devem ser realizados através do email fatal@campus.ul.pt até às 13:00 do dia do espetáculo. As reservas carecem de confirmação.

COMISSÃO DE HONRA:

Pedro Adão e Silva – Ministro da Cultura
Diogo Moura – Vereador para a Cultura, Câmara Municipal de Lisboa
António Feijó – Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian
Rui Pina Coelho – Diretor do Centro de Estudos de Teatro, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Elmano Margato – Presidente do Instituto Politécnico de Lisboa

JÚRI:

Alexandra Sabino – Representante da Câmara Municipal de Lisboa
Miguel Magalhães – Representante da Fundação Calouste Gulbenkian
Marta Rosa – Representante do Centro de Estudos de Teatro, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Paulo Morais Alexandre – Representante do Instituto Politécnico de Lisboa
Teresa Faria – Atriz

A imagem de cartaz foi captada durante a apresentação do espetáculo "Cântico Negro", pelo @teatrubi, na 20.ª Edição do FATAL. Ator: Edmilson Gomes

PATROCÍNIOS:

Câmara Municipal de Lisboa
Caixa Geral de Depósitos

PARCEIROS:

Serviços de Ação Social
Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Auditório Carlos Paredes
Junta de Freguesia de Benfica
Bibliotecas de Lisboa
Movimento de Expressão Fotográfica
Centro de Estudos de Teatro
Fundação Calouste Gulbenkian
Politécnico de Lisboa
ESTC - Escola Superior de Teatro e Cinema
Teatro do Bairro Alto
EGEAC
Faculdade de Letras
Associação de Estudantes da Faculdade de Letras
Turismo de Lisboa
Antena 1