TERTÚLIA

Teatro Académico como Intervenção cívica


Em contexto académico são comuns iniciativas de participação e mobilização da comunidade estudantil, para temáticas como os direitos humanos, sustentabilidade e ambiente, questões de género e de raça.

Fazer parte de um grupo de Teatro Académico pode fazer a diferença no dia a dia dos estudantes, influenciando diretamente a dinâmica da academia.
Como pode o teatro, e em especial o Teatro Académico, intervir direta ou indiretamente na sociedade civil?

Com esta tertúlia, pretendemos promover a reflexão.

12 MAIO | 18H00

2 horas

MODERAÇÃO


Pedro Marques
Pedro Marques

Licenciado em Estudos Artísticos pela Faculdade de Letras da ULisboa. Concluiu o IFICT. Frequentou o Hot Club. É encenador, iluminador, dramaturgo, músico. Trabalhou no Teatro da Cornucópia como iluminador e como tradutor, editor e assistente de encenação nos Artistas Unidos. Encenou peças de Gregory Motton, Sarah Kane, Harold Pinter, Pierre de Marivaux, Anthony Neilson, entre outros.
É membro fundador do grupo musical Project Z dedicado à obra do compositor Frank Zappa e do Estúdio Mir.

ORADORES


Rita Wengorovius
Rita Wengorovius

Licenciada em Teatro e Educação, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Curso de Teatro- Atores da Scuola di Teatro di Bologna, Itália. Mestre em Criatividade Aplicada ao Teatro na Comunidade pela Universidade de Santiago de Compostela. Doutorada em Teatro Social e de Comunidade pela Universidade de Torino, realizando a sua pesquisa /investigação em Encenação para Teatro Social.
Foi professora da Universidade de Évora entre 2003/ 2007. Atualmente é professora na Escola Superior de Teatro e Cinema do Mestrado em Teatro, especialização em Teatro e Comunidade, desde 2008.
Diretora artística do Teatro Umano, encenadora e atriz, desde 98. Neste âmbito o TU - Teatro Umano realiza desde 1998 criação em teatro de pesquisa e comunitário e projetos de práticas artísticas comunitária com realce para Projecto Errar é Umano formação e criação com reclusos do Estabelecimento Prisional de Lisboa, Deuses da Perfeição – Centros acolhimento da Santa Casa Misericórdia de Lisboa, Tu és Arte – Prevenção Comportamentos de Risco em contexto com a CM Lisboa. O Teatro pode ser um motor de mudança e por isso tem desenvolvido vários projetos em relação com diferentes artistas e em contexto comunitário, onde tem sido possível desenvolver um trabalho intenso que questiona a relação entre arte e vida.

Cláudia Lucas Chéu
Cláudia Lucas Chéu

Escritora, poeta, dramaturga e argumentista. Tem publicados os textos para cena Glória ou como Penélope Morreu de Tédio; Violência — fetiche do homem bom pelas edições Bicho-do-Mato/ Teatro Nacional D. Maria II; A Cabeça Muda, pela Cama de Gato Edições; Veneno (Coleção Curtas da Nova Dramaturgia – Memória), Edições Guilhotina, 2015. Em prosa poética, publicou o livro Nojo, (não) edições. E em poesia, o livro Trespasse, Edições Guilhotina, 2014 e Pornographia, Editora Labirinto, 2016. Em 2017, foi publicado o seu livro Ratazanas (poesia), pela Selo Demónio Negro, em São Paulo (Brasil). Publicou, em 2018, o seu primeiro romance Aqueles Que Vão Morrer, Editora Labirinto, e Beber Pela Garrafa (poesia), pela Companhia das Ilhas. Acaba de lançar os livros A Mulher-Bala e outros contos, Editora Labirinto (2019); Confissão (poesia), Companhia das Ilhas, 2020; A Mulher Sapiens, Companhia das Ilhas, 2021.
Em televisão, escreveu as séries "Velhos Amigos" (SP Televisão/RTP1) e "Mulheres Assim" em co-autoria com Filipa Leal (RTP1). Fez parte da equipa de argumentistas da telenovela premiada com um Emmy "Laços de Sangue" (SIC) e da telenovela "Dancin Days" (SIC). Foi guionista do programa "5 para a meia-noite", na RTP2. Escreve semanalmente contos para o jornal Público, crónicas para a revista Máxima e cartas para o suplemento Muito Mais do que sexo do jornal Expresso.

João Oliveira
João Oliveira

João Oliveira é finalista no Mestrado de Psicologia da Educação na Faculdade de Psicologia da ULisboa, e coordenador do grupo de teatro académico Ultimacto. No último ano tem dinamizado, com o GAPE e GAPsi, um conjunto de atividades inspiradas em exercícios teatrais, para explorar e desenvolver competências sócio-emocionais com alunos da FPIEUL e FCUL, em tempos de pandemia. Por fim, mas não menos importante, João Oliveira é um malandrão de bom coração. Gosta de açafrão e raramente profere a palavra não.